Edição de 2026 reforçou a projeção nacional e internacional de Águeda, dinamizou a economia local e está já a ser preparada a celebração dos 20 anos do festival, de 3 a 25 de julho de 2027
O AgitÁgueda encerrou, ontem, mais uma edição de enorme sucesso, confirmando o seu estatuto como um dos mais emblemáticos festivais de verão de Portugal e uma das maiores marcas de promoção territorial do concelho. Durante 24 dias, Águeda voltou a transformar-se num grande palco a céu aberto, onde a música, a arte urbana, a criatividade, a cultura e a animação de rua deram vida a uma programação diversificada que atraiu milhares de visitantes de todo o país e do estrangeiro.
A edição de 2026 terminou da melhor forma, com um memorável concerto da artista norte-americana LP, seguido de um espetáculo de fogo de artifício que encerrou um mês de experiências, emoções e muitos momentos partilhados. Apesar do encerramento da programação, as emblemáticas instalações artísticas do festival, incluindo a multicor dos guarda-chuvas, permanecerão até 30 de setembro, continuando a atrair visitantes e a promover Águeda durante os próximos meses.
Para Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, o crescimento do AgitÁgueda representa um caso exemplar de transformação urbana e de afirmação territorial, através da cultura e do dinamismo turístico.
“O AgitÁgueda ultrapassou as fronteiras e, hoje, é um marco e uma imagem também do nosso país. Se tivéssemos de escolher um evento que tivesse transformado uma terra, o AgitÁgueda seria um exemplo perfeito disso”, declarou, salientando que Águeda tem assistido, nos últimos anos, a um crescimento acelerado do evento, visível pela quantidade de pessoas que visitam o concelho, “ criando riqueza para o concelho e dinamizando toda a economia local”.
O Edil sublinha que “as imagens coloridas dos chapéus, bem como depois do Pai Natal gigante e dos chapéus iluminados no inverno, são marcantes e ficam na retina das pessoas, despertam curiosidade e fazem com que regressem, ano após ano”.
Também Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda e responsável pela organização, faz um balanço muito positivo desta edição, destacando o envolvimento das pessoas e o impacto do festival. “Foram 24 dias fantásticos, que nos deixam profundamente orgulhosos, de todos, da equipa, que apesar de pequena fez um trabalho extraordinário, e por vermos milhares de pessoas a celebrar connosco até ao último momento”.
Para o também Vereador da Cultura e da Promoção do Território, o maior sucesso do AgitÁgueda continua a medir-se pela felicidade de quem o vive. “O que mais vi durante estes dias foi o sorriso das pessoas. Isso é o mais recompensador. O AgitÁgueda é original e vale a pena porque cria memórias”, reforçou.
Edson Santos recorda ainda a profunda transformação que o festival provocou na cidade ao longo das últimas duas décadas, salientando que o que iniciou por ser um evento de Águeda, transformou-se num festival da região e uma referência nacional. “Há um antes e um depois do AgitÁgueda. Antes, muitos jovens saíam de Águeda durante o verão; hoje ficam, trazem os amigos e mostram-lhes aquilo que a cidade tem para oferecer, onde em cada canto acontece alguma coisa: um concerto, uma performance, literatura, instalações artísticas. É verdadeiramente um festival de rua”.
Cultura, criatividade e experiências para todos
A edição de 2026 voltou a apresentar uma programação abrangente e transversal, reunindo alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional. Pelo palco principal passaram artistas como Mariza, Dillaz, Gipsy Kings, Gente de Zona, Inner Circle, LP, Nuno Ribeiro, Carolina de Deus, Marisa Liz, Santamaria, The Legendary Tigerman e Paulo de Carvalho, entre muitos outros, bem como projetos emergentes, DJs e programação after hours.
Mas o AgitÁgueda continua a afirmar-se muito para além da música e dos concertos. Ao longo do mês de julho, as ruas da cidade acolheram dezenas de iniciativas de arte urbana, performances, animação, literatura, gastronomia, atividades desportivas e propostas dirigidas às famílias, criando um ambiente único onde residentes e visitantes viveram a cidade de forma permanente.
Entre os momentos mais marcantes destacaram-se o Carnaval Fora d'Horas e o Color Day, o Moto Parade, o Encontro de Estátuas Vivas, a Feira de Artesanato, as tradicionais tasquinhas, o Agita Kids e a piscina fluvial. A Festa no Parque e o Festival i “conduziram” artistas, escritores e performers no Parque Municipal de Alta Vila, atraindo visitantes e curiosos.
Uma das novidades desta edição foi o Palco 2, dedicado aos projetos emergentes e ao movimento associativo local, que rapidamente conquistou público e participantes.
Arte urbana continua a crescer
O AgitÁgueda voltou igualmente a reforçar a posição de Águeda como referência nacional na arte urbana. No arranque do festival foi inaugurado um novo mural da autoria de Francisco Fonseca, inspirado na memória arquitetónica da cidade. A obra integra agora o roteiro de arte urbana do concelho e estabelece um diálogo entre a transformação urbana e a preservação da memória coletiva, evocando edifícios que marcaram a identidade de Águeda e que o tempo foi alterando ou fazendo desaparecer.
A criatividade e a participação estiveram igualmente presentes com o lançamento do Águeda Impact Fashion, projeto desenvolvido pela Impact Models Agency em parceria com o Município de Águeda.
Mais do que um desfile de moda, esta iniciativa pretende promover a inclusão, a valorização das pessoas e a participação comunitária, envolvendo cidadãos de todas as idades num percurso que continuará ao longo dos próximos meses através de castings, workshops, ações junto das IPSS, comércio local e diversas atividades, culminando num grande desfile no Centro de Artes de Águeda, em janeiro de 2027.
Um festival que conquista artistas e visitantes
A dimensão do AgitÁgueda continua igualmente a refletir-se nas reações de quem passa pelo festival. No final do concerto de encerramento, LP destacou a forma como foi recebida em Portugal, sublinhando o ambiente acolhedor vivido em Águeda. Também Paulo de Carvalho, que foi “a voz” de um dos três espetáculos que juntou artistas renomados ao lado das Bandas Filarmónicas do concelho, deixou palavras de apreço pelo festival, considerando importante esta ligação com as bandas que contribui para incentivar as novas gerações de músicos.
“É sempre muito bom voltar aqui, que é um palco grande para muita gente”, disse Marisa Liz, que atuou também ao lado de uma banda do concelho, sublinhando que no palco do AgitÁgueda foi “juntar corações por uma coisa que gostamos de fazer, que é música”.
Entre os visitantes, multiplicaram-se os testemunhos de entusiasmo. Um viajante da Coreia do Sul, que se encontrava a realizar um documentário sobre Portugal, descreveu os guarda-chuvas coloridos como “uma sensação muito intensa”. Já uma turista colombiana explicou que decidiu visitar Águeda precisamente por causa do festival e das instalações artísticas, destacando a beleza das ruas, das paisagens e das cores da cidade.
Nas redes sociais sucederam-se igualmente centenas de mensagens elogiosas, entre as quais "Foi brutal, espetacular! Obrigada por marcar a diferença", "Obrigada AgitÁgueda, até para o ano" ou "Dos melhores concertos de sempre do AgitÁgueda", numa referência ao espetáculo de encerramento.
Rumo aos 20 anos
Com o encerramento da edição de 2026, o Município de Águeda inicia já a preparação da próxima edição, que decorrerá entre 3 e 25 de julho de 2027, ano em que o AgitÁgueda celebrará duas décadas de existência.
Edson Santos garante que a edição comemorativa trará novidades. “Está na altura de criar coisas diferentes. No próximo ano teremos um AgitÁgueda ainda melhor, ainda mais criativo e diferente de tudo o que existe à nossa volta. Queremos que quem venha a Águeda leve consigo uma memória que só aqui consegue criar”.
Vinte anos depois, o AgitÁgueda continua a afirmar-se como muito mais do que um festival. É hoje uma marca identitária de Águeda, um motor de dinamização económica, cultural e turística e um projeto que transformou a cidade, reforçou a sua projeção internacional e consolidou um modelo assente na criatividade e na capacidade de criar experiências únicas e memórias duradouras.
