747
Município7026
Câmara Municipal6565
Assembleia Municipal2649
Freguesias1129
Competências das Freguesias7440
Aguada de Cima1189
Águeda e Borralha9248
Barrô e Aguada de Baixo272
Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão206
Fermentelos1456
Macinhata do Vouga8113
Préstimo e Macieira de Alcoba3057
Recardães e Espinhel3320
Travassô e Óis da Ribeira1846
Trofa, Segadães e Lamas do Vouga5850
Valongo do Vouga
534
Planos Municipais de Ordenamento Território9378
Plano Estratégico do Concelho de Águeda8715
Obras Municipais5164
Orçamento Participativo128
Recursos Humanos2030
Heráldica2123
Documentos958
Transferência Bancária à Câmara Municipal836
Boletim Municipal
1094
Viver em Águeda5203
Espaço Informativo8428
Ação Social3541
Águeda Solidária3003
Banco Local Voluntariado de Águeda9093
Bolsas de Estudo5594
Campanha “Papel por Alimentos”1031
Comissão de Protecção de Crianças e Jovens3458
Habitação Social4710
Porta 65 Jovem7469
Programa de Apoio às Organizações de Solidariedade Social7581
Rede Social6214
Estratégia Local de Habitação1647
Projeto de Mediação Municipal e Intercultural - "Igualdade na Diversidade"976
Serviço de Preparação Individualizada da Medicação - PIM8612
SOS Solidão3110
Programa abem: Rede Solidária do Medicamento335
Prémio Autarquias + Familiarmente Responsáveis1573
Selo "Comunidades Pró-Envelhecimento"
4270
Ambiente e Sustentabilidade5269
Agência para Sustentabilidade e Competitividade825
Agenda 21 Local5286
Água7416
Biodiversidade e Conservação da Natureza1009
Educação para o Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável6228
Estrutura Ecológica Municipal1874
Hortas D’Águeda6009
Animais5491
Mobilidade Suave8762
beÁgueda5015
Ar e Ruído1972
Laboratório Vivo para a Descarbonização228
Observatório de Energia e Sustentabilidade2155
Atividades de Gestão Ambiental da Câmara Municipal de Águeda8150
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 20305632
Energia e Alterações Climáticas89
LIFE Águeda8197
Parques e Zonas verdes9215
Resíduos6095
Sabia que…
1238
Associativismo9704
Cultura522
Desporto4693
Desenvolvimento Económico927
Educação832
Conselho Municipal de Educação9334
Carta Educativa do Concelho2968
Escolas do Concelho3546
Ação Social Escolar3550
Atividades de Animação e Apoio à Família – AAAF1272
Atividades de Enriquecimento Curricular5961
Águeda Educação +7236
Terapia da Fala7086
Águeda - Férias em Movimento3596
Refeições Escolares6821
Serviço de Psicologia7940
Plano de Atividades da Autarquia4628
Prémios Escolares2162
Regime de Fruta Escolar8262
Transportes Escolares
6646
Fiscalidade Municipio de Águeda7396
Juventude5545
Conselho Municipal da Juventude3394
Assembleia Municipal Jovem6344
Associativismo Juvenil2159
Associações de Estudantes1461
PAAJ671
Centro de Juventude de Águeda6971
Os projetos Erasmus + Juventude em Ação do CJA8788
SIYS – Social Inclusion Through Youth and Sport9583
Projeto de Serviço Voluntário Europeu - EUCulture@Águeda6474
Projeto Internacional - Grandpa Tell me More!5913
Projeto de Voluntariado (SVE) – VolunteersPoint1815
Training Course - Social Entrepreneurship: Change Agents4393
Projeto de Intercâmbio Jovem – Open Your Arms4967
Projeto de Voluntariado – Volunteers Point 2.03193
Projeto de Voluntariado – Águeda Volunteering Land2489
Projeto de Intercâmbio Jovem – Together for Diversity
7600
As atividades desenvolvidas pelo CJA7216
Entrega de Prémios e Boas Práticas do programa Erasmus+1070
EVS for Social Inclusion7132
RAY -Research Analysis Youth in Action2190
Ação de Divulgação na entrada das escolas9991
Ação de Rua – Uma Sugestão por um Brinde6962
Inauguração do Centro de Juventude de Águeda e da Loja Europa Jovem3819
Reunião com os Clubes Europeus das escolas de Águeda25
II Conferência Nacional de Lojas Europa Jovem2071
Visita da Agência Nacional Erasmus+ à Loja Europa Jovem2656
Formação – Joining the Dots: Creating Entrepreneurial Networks3168
II Encontro Nacional de Multiplicadores Eurodesk1270
Encontro de Preparação da Semana Europeia da Juventude 20172486
Agência Nacional Erasmus+ - Ideas Lab464
15º Encontro Nacional de Associações Juvenis4955
Formação de Beneficiários Erasmus+7830
Sessões de Informação – ES Adolfo Portela8462
Sessão de Informação - ESTGA8598
Alley-Europe – Tarde Desportiva no Ginásio Clube de Águeda1777
Hotspot Europa – Dia Aberto da Marques de Castilho2066
European Party – Festa Temática5076
Ação de Rua – Mercado Municipal de Águeda9786
Sessões de Informação – EB 2,3 Fernando Caldeira8081
Formação – Training of Facilitators5684
Formação – Academia de Desenvolvimento Juvenil - Apoio ao Trabalho Juvenil a Nível Municipal6873
Stand Loja Europa Jovem – Agitágueda 20179698
Ação de Divulgação do CJÁgueda2923
Time to Move6901
Young Leaders International Meeting2237
Dia dos Mortos (México)5184
Dia do Voluntariado1223
Presença na Unidade Multideficiência3178
Debate Igualdade de Género9247
Património Unesco1375
Jogo Erasmus+ Viver a Europa1308
Apresentação do Dia das Vítimas do Holocausto3683
Celebração do Dia dos Candelabros6365
Projeto Pessoal da voluntária Ronja Stief3023
Visita ao Espaço Europa, Centro de Informação Europeia Jacques Delors, ao Palácio de São Bento e à Assembleia da República2515
Projeto Pessoal da voluntária Veronica Bellisario1567
Tu na Europa9765
Dia Aberto na Escola Secundária Marques de Castilho9922
Viver a Europa2321
Empowered Women3573
Dia do Agrupamento7626
Cabeço Santo720
Time to Move3153
Dia Internacional da Cidade1765
Pré-sessão ao ENJ 20186423
Dia do Voluntário8961
Visita ao Centro Comunitário Gafanha do Carmo1071
Encontro Nacional da Juventude 20183599
Young Leaders International Meeting II Edition
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Links de interesse
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Tecnologias da Informação7707
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Classificador Geral do Município7987
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Gabinete de Comunicação e Imagem9867
Gestão de Frotas4170
Hotspot Águeda7478
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Património
- Foral de Óis da Ribeira
Foral de Óis da Ribeira
Enquadramento Histórico do Foral de Óis da Ribeira
Dos forais medievais à reforma administrativa de Mouzinho da Silveira
A origem dos Concelhos, ainda que de uma forma muito ténue, vamos encontrá-la no período após as invasões muçulmanas. Os senhores nobres refugiaram-se nas Astúrias, deixando as populações à mercê dos muçulmanos que não arriscaram além dos Pirinéus. Os anteriores senhores que haviam fugido, regressando das matas e matagais, onde se haviam escondido à passagem da guerra, voltaram à terra para o amanho habitual dos campos. Sós e sem quem os orientasse sentiram a necessidade de resolver por si e de uma forma colectiva os problemas com que se debatiam: águas, gados e terras a cultivar. Numa época em que o ermamento não passou de uma pequena ameaça ao invasor muçulmano as comunidades adquiriram uma liberdade de facto e uma capacidade própria para se auto - gerirem.
Já numa verdadeira ambiência de reconquista em que a Presúria Oficial era a forma que o rei encontrava para recompensar os senhores que o apoiavam na guerra, desenvolvia-se uma outra Presúria (Privada) em que as comunidades de homens livres que se geriam por si, estabelecendo regras e punindo os infractores, manifestando-se dessa forma como comunidades com normas próprias e que iam necessitar de escolher os seus chefes. Por sua vez nos coutos e honras os senhores ao atribuírem a certos grupos de homens contratos agrários colectivos estavam a lançar a semente desse tipo de comunidades, ainda que deles dependesse o estabelecimento das normas económicas, jurídicas e administrativas.
Mas o reconhecimento oficial dos concelhos só aconteceu no século XI com as primeiras cartas de foral, porém os dois séculos seguintes são aqueles em que os forais passaram quase a ser uma regra geral. Por um lado o rei atribuía-os por razões de ordem militar, povoamento, pacificação, natureza fiscal e equilíbrio de poderes, por outro lado os senhores que correndo o risco de ver os homens que viviam nas suas térreas, coutos e honras, optaram por ir para os concelhos, para obviar a essa situação e para dar iguais regalias com a atribuição de aforamentos colectivos ou cartas de foral destinadas a essas comunidades rurais. Vão assim aparecer-nos no século XIII grandes variedades de concelhos: litoral, interior, planície, montanha, Norte, Sul, urbanos, ricos e pobres cada qual com as suas características específicas. Não nos parece haver dúvidas de que a multiplicação dos concelhos resultaram mais comummente de uma concessão de reis a senhores, como instrumentos da sua política de povoamento, de aumento de riqueza pública e multiplicação de fontes tributárias ou de simples satisfação de aspirações manifestas das povoações.
Os forais são, grosso modo, cartas orgânicas de autêntica emancipação social, documentos jurídicos qualificados e insuspeitos, de que um determinado aglomerado social e geográfico legitimamente se orgulha, como conjunto de cidadãos livres e responsáveis, exercendo a sua cidadania.
Ao longo da sua história, o texto e o documento sofreram algumas alterações consoante a política dos nossos reis.
Assim, todos os forais concedidos até o reinado de D. Manuel encontram-se reunidos num dos livros da série denominada Leitura Nova de D. Manuel, com o titulo de forais Velhos. Os restantes - os Forais Novos são os concedidos a partir do reinado do rei Venturoso. Uns e outros, porém, surgiram inseridos em determinado contexto histórico da nossa vida nacional.
Uma vez definidas as fronteiras territoriais, iniciou-se uma nova fase da vida portuguesa. A pouco e pouco os nossos reis, passada a fase do esbanjamento do património nacional pelos companheiros de armas e por instituições de utilidade publica (caso das ordens monásticas e militares), e consequentemente o seu enfraquecimento político-económico, depressa iniciaram lenta e paulatinamente, uma política de recuperação dos direitos e dos poderes alienados. Em consequência disto, a política foralenga começou a definhar a partir de D. Dinis e sobretudo com os seus sucessores, “Mais preocupados com a recolha dos tributos municipais, o controlo dos órfãos concelhios e uma certa uniformização e extensão do poder judicial régio do que respeitar as autonomias e privilégios dos vilãos e burgueses” (José Mattoso – Forais. In Dicionário Ilustrado da História de Portugal. Publ. Alfa., vol. I. Lisboa, p. 266.G).
Daqui resultou que os forais passaram a ser progressivamente, “simples listas de impostos municipais”. A centralização do poder real que se foi acentuando a partir do séc. XIII não suprimiu os privilégios dos concelhos, mas tornou mais imperiosa a necessidade de registar com clareza alguns tributos que os antigos forais não previam. Na verdade, os antigos forais estavam, nesta matéria cheios de lacunas e deturpações, tornando-se dificilmente utilizáveis. Esta situação abriu caminho para uma reforma foralenga, já reclamada a D. Afonso V nas cortes de Coimbra de 1472 e nas de Évora de 1475, e novamente requerida a D. João II nas de Évora e Viana do Alentejo em 1492-82, no entanto ela só foi para diante com D. Manuel I. Para o efeito, nomeou uma comissão formada pelo chanceler-mor Rui Boto, os desembargadores João Façanha, Fernão Pina e outros.
O reinado de D. Manuel foi marcado pelo intenso movimento reformador, de que a reforma dos forais foi apenas um aspecto. Entre as outras reformas podemos destacar o Regimento dos Pesos e o Regimento dos Oficiais das cidades, vilas e lugares destes reinos e as Ordenações Manuelinas.
É no segundo dia do mês de Junho que se conta o aniversário da concessão da carta de foral a Óis da Ribeira pelo rei D. Manuel I, cujo documento elevava administrativamente aquele lugar a Concelho.
O conteúdo da carta, ou seja, os direitos nela consignados com os adequados deveres para esta unidade territorial, prevaleceram até 1834, na sequência da publicação da Lei de 13 de Agosto de 1834, cujo mentor foi esse reformador da estrutura administrativa, Mouzinho da Silveira.
A carta de foral era elaborada em triplicado, sendo um exemplar para o Arquivo Nacional Torre do Tombo, outro para o senhorio e outro para a Câmara de Óis da Ribeira.
Do foral de Óis da Ribeira e sua aquisição pela Câmara Municipal de Águeda
Conforme acta da reunião ordinária da Câmara Municipal de Águeda, realizada no dia 7 de Dezembro de 1983, o Senhor Presidente apresentou a seguinte proposta:
“ Os leiloeiros livreiros Azevedo e Burnay, de Lisboa, contactaram a Câmara Municipal anunciando que, entre outras centenas de obras, iria ser leiloado o foral de Óis da Ribeira, concedido por D. Manuel I àquela Vila em dois de Junho de mil quinhentos e dezasseis, com base de licitação de cem mil escudos. ---------------------Este original faz parte do conjunto de três que foram executados para a mercê da concessão do foral. Normalmente, um dos exemplares destinava-se ao Arquivo Nacional (Torre do Tombo), outro era para a pose do senhorio ou donatário e o terceiro ficava propriedade da Câmara de Óis da Ribeira. Desconhecia-se o paradeiro, pelo menos, deste último exemplar. -------------------------------------------------De acordo com a informação do catálogo do leilão, o foral compõe-se “de dezasseis f., pergaminho, duzentos e oitenta por cento e noventa e cinco mm. – E. da época ; pastas em madeira revestidas de vitela, com ferros a seco, aplicações de metal e vestígios de fechos. Danificada na parte inferior da lombada e nos cantos, e diversos picos de traça. Original, assinado pelo rei D. Manuel I. Índice nas folhas iniciais. Na folha de entrada do texto, capital iluminada contendo no seu interior as armas reais, e cercadura ornamentada com motivos florais. Ao longo do texto, iniciais filigranadas a azul, vermelho e roxo, manuscrito igualmente rubricado a azul e vermelho. Nas folhas finais, vistos de Correição diversos. Algumas manchas de sujidade ao longo das margens, algumas folhas deslocadas da encadernação, e reforços de folhas deslocados. De maior raridade.”--------------------------------------------Dado se tratar de um espécime valioso e importantíssimo para a história do nosso Concelho e porque tem sido preocupação constante desta autarquia não só preservar tudo quanto diga respeito ao nosso património local como ainda adquirir, sempre que possível, obras que ilustrem a nossa história passada, construindo-se assim o acervo significativo da nossa sobrevivência histórica, proponho que a Câmara Municipal se faça representar no referido leilão com vista à aquisição do foral manuelino. --------------
Proponho igualmente que a representação seja feita na pessoa do Senhor Arquitecto Armando Canelhas, aguedense residente em Lisboa e especialista nesta matéria.-------
Proponho ainda que de dê conhecimento à Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, pois é um documento que faz parte integrante do seu honroso passado e para
que todos os munícipes daquela freguesia tenham conhecimento desta deliberação.
A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade a proposta, solicitando ao Senhor Arquitecto Armando Canelhas que nos represente no Leilão estabelecendo o preço máximo de duzentos mil escudos para a licitação daquela obra.” -------------------------
Também em acta da reunião ordinária da Câmara Municipal de 15 de Dezembro de 1983 o Senhor Presidente apresentou a seguinte informação: -----------------------------
“ Em consequência da deliberação da última reunião, o Senhor Arquitecto Armando Canelhas esteve presente no passado dia treze ao leilão de Azevedo e Burnay, arrematando o foral por cento e cinquenta e cinco mil escudos. --------------------
Segundo informação do nosso representante, havia grande interesse na aquisição do foral por muitos dos coleccionadores presentes, em particular, por parte da Casa Ducal de Vila Viçosa, que viria a adquirir o foral da Vila de Paus, concelho de Albergaria-a-Velha, também leiloado. O interesse manifestado pela Câmara de Águeda fez com que os coleccionadores desistissem das licitações, premiando com uma salva de palmas o propósito desta Câmara Municipal. ---------------------------------Os encargos com a aquisição rondarão os duzentos mil escudos. --------------------
Porque se trata de obra da história de Óis da Ribeira e para que se dê oportunidade das pessoas mais sensíveis participarem nesta operação de preservação do nosso património, sugiro que se solicite ao senhor Presidente da Junta de Freguesia a divulgação desta aquisição nos sentido de se obterem fundos para suporte dessa mesma aquisição. Se bem que seja um valor que esta Câmara facilmente poderá suportar e perfeitamente justificável, creio ser do mais relevante interesse fazer participar a população em iniciativa que pela primeira vez tem lugar entre nós.” ------
A Câmara Municipal tomou conhecimento e congratulou-se com o êxito da operação e achou do maior interesse a proposta do senhor Presente, solicitando-lhe os contactos necessários para o fim em vista. ---------------------------------------------
Por último em acta da reunião ordinária da Câmara Municipal datada de 9 de Agosto de 1984 é divulgada a seguinte informação: ------------------------------------------
