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- Desenvolvimento e Sustentabilidade :: Município de Águeda e Associação Empresarial pedem ligação rodoviária Águeda-Aveiro
A Câmara Municipal de Águeda e a Associação Empresarial de Águeda (AEA) realizaram, na última sexta-feira, dia 21 de março, para anunciarem que o Governo não tenciona construir a ligação Águeda-Aveiro, uma vez que a obra não se encontra nos investimentos de elevado valor acrescentado.
O presidente da Câmara, Gil Nadais, deixou o apelo aos empresários para que participem no protesto da sua associação e "reivindiquem a ligação Aveiro/Águeda", considerando que a única razão porque não foi ainda construída é a "falta de vontade política", apesar de sucessivamente prometida por diferentes políticos.
"Estamos cansados de promessas, feitas nos palcos desta terra e não nos podemos deixar adormecer. O que gostaria era de ver os trabalhos (da construção da estrada) a desenvolverem-se", disse.
Confrontado com declarações do presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, Ribau Esteves, quando se candidatou à Câmara de Aveiro, de que a ligação Aveiro/Águeda poderia ser feita pelos municípios, com recurso a fundos europeus, Gil Nadais não se mostra descansado.
"Se a estrada não estiver classificada como prioritária será mais difícil que se concretize com fundos comunitários, até porque há na União Europeia uma descriminação negativa para as infraestruturas rodoviárias, que terão menor dotação", disse.
O presidente da Associação Empresarial de Águeda referiu, na mesma conferência de imprensa, que "são gastos milhões" a exportar por Leixões, quando "existe um porto ao pé da porta", o de Aveiro, a que falta uma estrada de 20 quilómetros.
Segundo o representante dos empresários, "sendo as exportações o motor da economia e uma prioridade política, não tem sentido percorrer o triplo da distância para ir a Leixões, sem tirar proveito da vantagem competitiva do porto de Aveiro, porque falta fazer uma estrada com pouco mais de 20 quilómetros", disse.
O tempo que os camiões levam no transporte, o elevado e escusado consumo de combustíveis, com custos energéticos para as empresas, mas também para o país, são argumentos que Ricardo Abrantes aponta para justificar a urgência em encurtar as distâncias, para as exportações que são feitas a partir do tecido empresarial de Águeda.
"Podemos poupar milhões de euros", observou.
Reclamando "acesso rápido às vias estruturantes" para as empresas de Águeda, Ricardo Abrantes salientou que a dificuldade das ligações rodoviárias a Águeda levou a Associação Empresarial a discutir a necessidade de uma nova ligação a Aveiro, quando ainda havia pleno emprego, pelas limitações à deslocação da mão-de-obra, que dificultava o recrutamento. “Isto há mais de dez anos”, disse.
Passaram-se os anos e sucederam-se as promessas sem que a estrada fosse feita, apesar de um ministro ter chegado a descerrar a placa, pelo que os empresários de Águeda entendem que a obra não pode mais ser adiada.
