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- Ambiente & Sustentabilidade :: Workshop da Rede CIUMED em Águeda
Decorreu no passado dia 7 de Junho, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda, o segundo workshop da Rede CIUMED de 2011, subordinado ao tema “A Agenda 21 em Cidades Médias”, que contou com cerca de 40 participantes de vários pontos do país.
Decorreu no passado dia 7 de Junho, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda, o segundo workshop da Rede CIUMED de 2011, subordinado ao tema “A Agenda 21 em Cidades Médias”, que contou com cerca de 40 participantes de vários pontos do país.
No Workshop da Rede CIUMED estiveram representados vários municípios portugueses e espanhóis – Águeda, Ponferrada, Casacais, Oeiras, S. João da Madeira – que apresentaram as suas experiências de implementação da Agenda 21 Local, bem como os projectos em curso. Contou ainda, com a participação de Ruud Schuthof, perito do ICLEI – Rede de Governos Locais para a Sustentabilidade, e de Marta Macedo da Plataforma da Agenda 21 da Universidade Católica Portuguesa, que contextualizaram as Agendas 21 ao nível mundial e nacional.
Gil Nadais, anfitrião do evento, referiu que a “Agenda 21 é um documento estratégico que vem ajudar os Municípios a percorrem o caminho da sustentabilidade e as metas exigidas por redes como o Pacto de Autarcas, Energy Cities e ICLEI. Hoje as questões ambientais estão na agenda política de todos os governos, porque é necessário mudar o nosso modo de vida, adoptando práticas mais amigas do ambiente”.
Ruud Schuthof começou por fazer uma apresentação do ICLEI, abordando em seguida os desafios e o potencial de mudança existente nas cidades para a sustentabilidade. Expôs também diversos casos de sucesso de cidades que implementaram medidas para um desenvolvimento sustentável em diferentes áreas. Das suas palavras destaca-se o facto de assumir que “uma das principais barreiras para as estratégias e medidas de adaptação e mitigação das condições climáticas é a preservação da propriedade e da riqueza. Conseguimos facilmente chegar a acordo relativamente a objectivos a longo prazo, mas não sobre a implementação de medidas que afectam a nossa geração e propriedade. Neste ponto, 2015 é hoje um ano mais longínquo do que 2050.”
Marta Macedo, em representação da Plataforma Agenda 21 referiu que em 2009 tínhamos 118 concelhos e 21 freguesias com processos de implementação da Agenda 21 Local. “Hoje essa realidade é bastante superior e assiste-se a um aproveitamento das sinergias intermunicipais, que estes processos podem oferecer.”
Para Cristina Garrett do Município de Oeiras “a Agenda 21 é transversal aos outros planos sectoriais, incutindo princípios de sustentabilidade, daí ser a ‘entretela’ de todos os Planos Municipais”.
Joana Silva, em representação do Município de Cascais, defendeu que “a Agenda 21 contribuiu para melhorar o diálogo dos munícipes com a autarquia, mas também responsabilizá-los pela diminuição da Pegada Ecológica de Cascais”.
Vera Neves, do Município de S. João da Madeira, defendeu que “a área geográfica do concelho permite que a equipa técnica da Agenda 21 de S. João da Madeira monitorize todos os projectos e estabeleça uma relação de proximidade com os munícipes, permitindo a mudança de hábitos.”
Paula Martinéz, vereadora da Educação e Ambiente do Ayuntamiento de Ponferrada, considera que para além do diálogo com os munícipes, que também é “(…) importante os técnicos das Agendas 21 de todo o mundo partilharem experiências e as metodologias de monitorização”, dado que permite melhorar a sua acção, mas também estabelecer comparações entre diferentes realidades.
Na sessão de encerramento, Henrique Albergaria, da direcção da CIUMED, concluiu que a “Agenda 21 Local não se esgota em si própria, liga-se à comunidade, enraíza-se na identidade local, daí que aumente significativamente a participação dos cidadãos. Por outro lado, as questões ambientais caem hoje num terreno fértil de participação”.
Newsletter n.º 5 da Rede CIUMED
