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Património
- Dr. António Breda
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António Pereira Pinto Breda. Médico, nasceu em Águeda (no Sardão) em casa dos avós maternos em 27 de abril de 1880. Filho de Mariana Márcia de Figueiredo Breda e do Dr. Mateus Pereira Pinto, neto paterno do Dr. António Joaquim Pereira Pinto e da Maria Emília Lemos Corte-Real e, neto materno de Manuel Rodrigues Breda, do Sardão, e de Maria Ludovina de Figueiredo Breda. Frequentou, em Barrô, a escola primária onde teve por professor José Agostinho, o primeiro professor do ensino primário desta aldeia.
Licenciado pela Faculdade de Medicina do Porto, concluiu o curso com elevada classificação, em 1905. Teve consultório em Barrô e em Águeda, e fez da sua profissão um verdadeiro sacerdócio de bondade e fraternidade, ansiando sempre por um futuro melhor para todos os homens e, sobretudo, para o doente a quem se devotava de alma e coração.
Passando esporadicamente pela política, onde recusou vários convites, o Dr. António Breda assumiu-se como o primeiro presidente da Câmara Municipal de Águeda, após a implantação da República, em 1910.
A ele se deve a abertura do Hospital Conde Sucena, quando em 1922, convenceu o Conde Sucena a ceder o edifício para o fim para que tinha sido construído, o hospital. Nesse ano tomou para si o encargo de dar nova orientação ao hospital onde desenvolveu um enorme esforço e dedicou um grande amor. Criou uma elite de colaboradores de quem foi um verdadeiro e insigne mestre, conseguindo uma equipa que mereceu tal confiança no doente que, embora em tratamento em hospital de cidade, pedia e vinha ser tratado no Hospital de Águeda, considerado o melhor hospital de província do país e o terceiro centro cirúrgico nacional.
Em 1927 foi-lhe dado o título de Clínico Honorário do Hospital da Lapa do Porto que, nessa altura, estaria a um dia de viagem. Convidado a ser professor da Faculdade de Medicina do Porto, recusou “…para não deixar a minha terra”.
Opositor do regime do Estado Novo, em 1955, foi condecorado pelo Ministro da Defesa Nacional, Santos Costa, pelos serviços prestados aos oficiais, praças e respetivas famílias da então Escola Central de Sargentos.
“…Radicou-se à sua aldeia de Barrô e aqui viveu sempre, abdicando das ostentações dos grandes meios que tantas vezes lhe foram oferecidas (professor da Faculdade, Ministro no partido Republicano, deputado, diretor do Hospital do Porto, etc.) e pelo seu temperamento e coração aberto ao infortúnio, dedicação sem reparo ao doente pobre ou rico, criou e conquistou posição firme de verdadeiro chefe da sua freguesia de Barrô e até do concelho, não só pelo indiscutível mérito, mas também por direito próprio…”.
Em 1931 casou, civilmente, com Madame Léa Émelin, natural de Puy de Dome, França (Madame Breda) e em 4 de dezembro de 1963, religiosamente, no Hospital da Ordem do Carmo, no Porto.
A Casa de Repouso Dr. António Breda e Lea Breda, localizada em Barrô, resultou duma doação do casal Breda do seu solar e terrenos anexos em Barrô, à Santa Casa da Misericórdia de Águeda, a 5 de julho de 1987. Propriedade e residência de três gerações de médicos distintos, dos quais o Dr. António Breda foi o último, é uma construção singular situada em Barrô, numa zona de tranquilidade e harmonia da natureza, onde o olhar se estende pelo verdejante Vale do Cértima.
Doou todos os seus bens à Santa Casa da Misericórdia de Águeda, para além dos que destinou à sua viúva Dona Lea Ermelinda Breda.
Faleceu em 10 de junho de 1964.
A estátua erigida em Águeda ao benemérito Dr. António Breda, foi inaugurada a 6 de julho de 1969, marcando presença o Ministro da Saúde e Assistência, o Bispo de Aveiro, o Governador Civil e demais autoridades civis, militares e religiosas.
Fontes diversas:
• https://filateliadochiado.pt/produto/medalha-dr-antonio-breda-centenario-do-nascimento/
• https://www.scm-agueda.pt/scma2011/casaderepouso/drantonio
• Figueira, Américo Barata. 2008. História- Folclore Um quadro em Movimento. Artipol. 630 pg.
• Queirós, José Silva Marques de. 1969. Homenagem. Discurso proferido na inauguração da estátua do Dr. António Breda em 6/7/1969. Gráfica Ideal. 14 pg.
