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Igreja de São Salvador da Trofa

Dedicada a S. Salvador, o seu aspecto actual deriva de sucessivas campanhas de obras de beneficiação levadas a efeito na primeira metade do século XVI, nos últimos anos do século XVII ou nos inícios do seguinte e nos finais do XVIII. Do lado esquerdo da fachada, setecentista, de linhas barrocas e ao gosto provincial, ergue-se a torre sineira.

Embora se trate de um imóvel classificado como "Monumento Nacional", tal classificação advém do facto de, no seu interior, possuir um conjunto escultórico-funerário, de grande valia artística - o Panteão dos Lemos.

No interior, de planta rectangular, é digna de nota a capela-mor, com cobertura de abóbada de nervuras, quatro bocetes nos fechos secundários e um maior ao centro, onde se insere o Brasão dos Lemos. Aqui se encontra o famoso conjunto de túmulos do século XVI conhecido por Capela Funerária dos Lemos.

Em cada um dos lados abrem-se dois arcos que abrigam arcas tumulares. Do lado da Epístola situa-se um belo conjunto de sepulturas, nomeadamente a do cavaleiro Diogo de Lemos, fundador do panteão, cuja estátua jacente, da autoria de mestre Hodart, e, pela sua pujança e rigor de linhas, uma das obras-primas da escultura renascentista portuguesa.

A igreja em si, como refere Nogueira Gonçalves, é um edifício de planta rectangular, reconstruído e/ou reformulado, ao longo de três épocas: séc. XVI, inícios e finais do séc. XVIII e fins do século XIX.

Igreja de São Salvador da Trofa

Igreja de São Salvador da Trofa e Panteão dos Lemos