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Queima do Judas

Travassô

Sábado antes do domingo de Páscoa

No Sábado de Aleluia, (sábado antes ao domingo de Páscoa), à noite, na freguesia de Travassô, realiza-se a festa, ou Queima do Judas. Esta tradição perde-se no tempo e tem em carácter simbólico de expiação dos males e de purificação, através do fogo. Relacionado com este acontecimento, encontramos, também, uma marcada expressão satírica das gentes locais.

É uma festa tipicamente profana, com origem no imaginário cristão, segundo o qual Judas entregou Jesus à morte, tornando-se por isso um traidor.

A queima do Judas, não é só o queimar de um boneco de palha, mas, também, a representação, no adro da igreja, de um trabalho artístico e literário, numa rivalidade saudável, entre os lugares de Cima e de Baixo, sendo a parte das letras relativa, ou alusiva ao cenário artístico. Explora-se o aspecto crítico, humorístico, com especial incidência na vida política e social. No final, pela meia-noite, lê-se o célebre “Testamento do Judas” que consiste em deixar uma “herança” aos jovens solteiros de Travassô, criando-se para o efeito quadras de escárnio e maldizer, onde se ridicularizam os vícios e costumes populares.