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Até abril de 2018: “Less is More” (Exposição sobre a História do Motociclo) no Centro de Artes de Águeda

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16 Fevereiro 2018

A exposição “Less is More”, sobre a História do Motociclo, que o Centro de Artes de Águeda inaugura no dia 17 de fevereiro, poderá ser visitada gratuitamente até ao mês de abril.

Com curadoria de Emanuel Barbosa, esta exposição apresenta uma retrospectiva histórica do motociclo, no século XX, no mundo e em Portugal, com especial enfoque em Águeda, proporcionando uma visão panorâmica da produção nacional, das características destes veículos e da sua utilização.

A ideia é proporcionar aos visitantes uma experiência cultural conduzindo-os numa viagem pela história do motociclo, possibilitada quer pelo acervo documental apresentado (catálogos, documentos, fotografias) quer pelo visionamento de vários modelos de motociclos, cerca de 80 exemplares cedidos por colecionadores particulares, empresas e associações.

Com o final da II Guerra Mundial surge na Europa a necessidade de desenvolver veículos com baixo consumo de combustível, sendo o automóvel uma miragem para a maior parte das famílias, os motociclos de pequena cilindrada apresentam-se como uma excelente forma de mobilidade individual. Esta necessidade do pós-guerra permite entender o que veio a ser o seu desenvolvimento na segunda metade do século XX, durante a qual, em Portugal, também se assistiria a uma mobilidade dominada pelo ciclomotor.

Em Itália surge a famosa Vespa, desenhada por Corradino d’Ascanio, a pedido de Enrico Piaggio, a partir de peças excedentárias de aviões de guerra.

Ao mesmo tempo, em Portugal, diversas empresas produzem também os seus ciclomotores, acoplando todo o tipo de motores nacionais e importados a montagens nacionais. O epicentro desta atividade económica foi na região de Águeda, Sangalhos e Aveiro. As características geográficas, a tradição metalúrgica e o empreendedorismo local levaram ao surgimento de inúmeras indústrias e comerciantes de bicicletas, motores, motorizadas, bem como de todo o tipo de componentes.

Menos complexidade, baixo custo de produção e de manutenção - foram fatores de sucesso para a democratização dos veículos motorizados de duas rodas.