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Conselho Português para os Refugiados Homenageia Autarquias que Acolheram Migrantes

Cnr teresa tito morais 1 1024 2500
28 Setembro 2017

O Conselho Português para os Refugiados (CPR), homenageou no dia 20 de setembro, data em que se celebrou o 26º Aniversário, as autarquias que acolheram migrantes em Portugal, numa cerimónia que decorreu na sede da instituição, na Bobadela.

A Câmara Municipal de Águeda esteve entre as 21 autarquias homenageadas na gala “Solidários #ComOsRefugiados”. A distinção recebida visa reconhecer o esforço desenvolvido pelos serviços das diferentes autarquias, que ativamente colaboram “na procura de soluções dignas de acolhimento e integração” dos refugiados em Portugal.

Águeda acolheu já, ao abrigo do Programa de Recolocação na União Europeia, uma família de 7 pessoas provenientes de Raqqa, na Síria.
Na última reunião de executivo foi aprovada uma proposta para que a Autarquia possa acolher, desta vez ao abrigo do Programa Um Por Um, uma nova família composta por 5 pessoas e proveniente de Alepo, Síria.

Para o Município de Águeda o acolhimento de refugiados, deve ser uma responsabilidade social das autarquias locais, dado que se trata da salvaguarda dos direitos humanos.

Na cerimónia de entrega, o Ministro Eduardo Cabrita afirmou: “Nós hoje testemunhámos aqui, com cerca de duas dezenas de municípios de todo o país, com o papel do CPR, que a comunidade portuguesa, as instituições, as autarquias, são parceiros empenhados neste processo, para que Portugal tenha um papel ativo numa Europa da coesão, da solidariedade e da liberdade”.
O Ministro-adjunto fez “um agradecimento genuíno em nome do Governo português” por ajudá-lo no que considera ser “uma missão” do país. “É uma missão que tem problemas, que tem, aqui e ali, insucessos, mas Portugal tem estado do lado certo desta história, tem estado de braços abertos, tem acolhido, tem tentado integrar”.

Também a Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, presente na cerimónia frisou “o dever civilizacional e ético de proteção dos refugiados e daqueles que, mesmo não sendo refugiados, procuram esta terra para viver”. “Enquanto povo de emigração, é nosso dever histórico e nossa responsabilidade coletiva acolher — e temo-lo feito com dignidade, sem qualquer tipo de receios”, salientou.